Tudo vai, tudo fica

Eu nunca havia passado pra cima do Rio. Um mundo inteiro de Brasil pra lá, como se eu tivesse evitado, por 21 anos, a maior parte dos cantos de casa. É significativo, quando finalmente passei, que tenha sido com quem divido tanta energia e tempo nessa Curitiba, que no retorno parece menos casa do que nunca.

Ao redor do fogo, em Chapada dos Guimarães, montamos uma ceia. O céu gritava estrelas. Nilton mostrou o toque do berrante do seu jeito duro e zombeteiro, um gigante gentil, enquanto Rose compartilhava de sua história. Começava a pensar naquele momento que precisávamos parar para vê-los mais uma vez – o céu, a mata, Rose e Nilton.

Lívia me contava sobre o gatinho perdido que encontrara, considerando levá-lo com ela para Curitiba. Agora moram juntos, ela e Pequi – ele não mais pequeno, não mais perdido. Encontrado também estava Guilherme, na sua maravilhosa e permeável bolha de guitarra-pedais, em constante absorção de energias e transformação em som.

De diversos grandes momentos sonoros daquela noite, Guilherme escolheu dois para dividir com o mundo através de seu projeto the large quasar group. Esses retalhos você pode ouvir abaixo, um single intitulado tudo vai, tudo fica.

texto / Lorenzo Molossi

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